Originária do nordeste do Brasil, pela seleção natural, do cruzamento das raças Morada Nova, Crioula e Bergamácia Brasileira, a raça Santa Inês vem sendo difundida em grande parte do Brasil tropical devido a sua rusticidade, produtividade e habilidade materna nos diversos climas brasileiros. Sua versatilidade lhe permite ser criada desde o calor tropical da região Norte até o frio temperado da região Sul.
De todas as raças ovinas existentes no Brasil, a Santa Inês é a que ocupa a maior extensão do território nacional.
São ovinos desprovidos de lã (deslanados) e de chifres, de grande porte, pernas compridas, orelhas pendulares e longas, troncos fortes, quartos dianteiros e traseiros grandes, ossatura vigorosa, os machos podem chegar a cerca de 100kg e as fêmeas 70kg. Suas cores variam nos tons de Branco (com nariz e cascos despigmentados ou não), Chitado (pelagem branca com pequenas manchas pretas e marrons), Vermelha (pelagem mais comum) e Preta (totalmente preta).
As fêmeas são ótimas criadeiras, parindo cordeiros vigorosos, tem excelente capacidade leiteira. Apresentam um peso médio ao nascer de 3,5kg. São desmamados, com peso médio de 23 kg. Para fins de abate, o cordeiro deve estar, com peso em torno de 30 quilos.
Além da acentuada habilidade materna o período de gestação é de cinco meses, podendo garantir até três partos a cada 2 anos com nascimento de um a dois filhotes. Eventualmente podem ocorrer partos triplos e quádruplos, o que acelera o crescimento do rebanho.
São animais de muito boa aptidão para carne e pele, mais requerem cuidados por serem exigentes quanto a alimentação, necessitando de boa pastagem ou complemento.
Padrões raciais:
Defeitos elilinatórios:
Todos os exemplares que estiverem dentro do padrão, independente de suas origens, receberão a tatuagem da ARCO, com qualificação genealógica Base (BA). Continuando os cruzamentos, na primeira geração, passará para provisório I (Prov I), na segunda geração, Provisório II (Prov II), na terceira geração Provisório III (Prov III) e na quarta geração a qualificação é definitiva (PO).
Os ovinos de classificação definitiva serão aceitos no registro definitivo, segundo as normas do "Flock Book" brasileiro.
O primeiro animal registrado nasceu em 1973. Já foram registrados 6.000 machos e 15.000 fêmeas PO (Puros de origem) 12.000 machos e 30.000 fêmeas PCOC (Puro por cruza de origem conhecida) 6.845 machos e 120.000 fêmeas PCOD (Puros por cruza de origem desconhecida).
A vigência do RGB base PCOC (Puros por cruza de origem conhecida) para machos vingou até o ano de 1999, em 2000 o livro foi fechado.
Por ser uma ovelha que apresenta cio durante todo o ano, o que não é comum nas ovelhas européias, possibilitando intervalo entre partos de oito meses além de ser muito leiteira a Santa Inês está sendo utilizada como matriz para o cruzamento industrial.